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Em busca do Robalo
Vamos tentar nesta matéria transmitir o que deve ser feito
para capturar o mais esportivo dos peixes o Robalo.
Sempre que planejamos uma pescaria de robalos em Torres/RS, local
muito procurado pela grande maioria dos pescadores do estado, buscamos
sair sempre pela manhã cedinho, quando o dia recém
amanheceu, para que o aproveitamento da maré seja total.
O robalo normalmente se encontra em estruturas de paus, pedras,
pilares de pontes, sombras de arbustos e curvas de rios onde a água
corre mais. Em dias de verão com temperaturas altas, a água
em sua superfície atinge os 30 graus, e o robalo nesta condição
ataca bem iscas de superfície.
Quando não conhecemos os locais de pesca, devemos demarcar
uma área no rio, e descer no motor elétrico batendo
isca sempre contra o barranco, ou em torno das estruturas aperentes,
de diversos ângulos. Ao encontrarmos o peixe em algum ponto
do rio, passamos a insistir mais neste local, buscando no Sonar
que tipo de estrutura tem ali e qual profundidade. Se o local for
profundo, há chance de encontrar grandes exemplares. A busca
por peixes maiores normalmente é feita numa profundidade
maior pois, mesmo com água quente, os Robalos grandes estão
mais no fundo.
Dicas
Aqui vão algumas dicas de um pescador que, apesar dos anos
de prática, sabe que ainda tem muito que aprender, mas tem
disposição de transmitir conhecimento àqueles
que hoje se iniciam.
Vou tentar nestas linhas passar algumas dicas:
Ao sair para pescar leve equipamentos para todas situações
que possa enfrentar, comece com iscas de superfície, experimente
várias cores; se não tiver ação, mude
para meia água. Tente com iscas de barbelas curtas. Importante:
sempre confira a temperatura da água.
Chamamos de ação quando visualizamos
a isca e um peixe erra o bote e, embaixo da isca, avistamos um relâmpago
prata ou quando sentimos um toque na isca mais o peixe não
ferra.
Por último, se a temperatura estiver abaixo de
20 graus, sabemos que o peixe está no fundo. Utiliza-se
então os shads de silicone e anzol com cabeça
de jig para atingir a altura em que o peixe está ativo.
Nesse caso o robalo esta sempre em cardumes e bem mais lento, portanto
o trabalho deve ser cauteloso, exigindo concentração
pois é preciso sentir a isca tocar no fundo e manter a linha
esticada dando toques de ponta de vara, sempre sentindo o fundo.
A batida é bem suave, parece peixe pequeno. Ao sentir o toque
na isca, deve ser ferrado rapidamente.
por Jonas Silva
veja também: Amazônia
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