ARTIGO
O outro lado da moeda
por Jonas Silva
Por motivos alheios à nossa vontade o árbitro da prova não conseguiu se fazer presente na prova do dia 30 de agosto, devido a uma infecção intestinal. Desejamos melhoras e que na próxima você esteja lá com força e saúde, Luis!
Foi então que conheci o outro lada da moeda. Logo pela manhã e sozinho acordei sedo, me dirigi ao Passo de Torres local marcado para a largada da prova, distante uns 3 km da marina local de onde os barcos são colocados na água. Logo comecei a trabalhar para organizar a largada. Sem muita prática, mas tentando não falhar, busquei as bolinhas para realizar o sorteio e então surge o primeiro problema; estou só e o relógio esta correndo... neste momento chegaram os barcos do Leite e do Eduardo, que prontamente começaram a trabalhar auxiliando o sorteio. Não faltaram os cornetas que nunca fazem nada, Apenas reclamam e, sem perceber são uns parasitas diplomados, que acham que os outros tem que trabalhar para que eles se divirtam, de preferência sem sequer sujar as mãos.
Em seguida a largada acontece e eu fico ali olhando para a água e fazendo algumas fotos. Todos partem em busca de seus exemplares. No meio da manhã o primeiro barco vem para a pesagem dos peixes, com um exemplar acima de 1 quilo, o que nos deu uma prévia de que a prova terá bons exemplares. As horas passam e a solidão permanece. Alguns amigos nos visitam para saber como está a prova e o companheiro celular ficou esquecido em casa, ou seja, fiquei sem comunicação.
Alguns moradores do município se aproximam, fazem perguntas sobre a competição, querem saber como funciona, contam histórias e nos desafiam. Um deles me diz que robalo não dá no inverno e que com frio não se pega peixe. Logo percebo que o sujeito esta com os pés molhados, ou seja, embriagado logo cedo e me propõe o seguinte. Se aparecer um robalo, me jogo na água de roupa e tudo. Se não aparecer tenho que lhe pagar uma caixa de cachaça. He, he, he!!! Topo o desafio, aí vem a mordida, é claro. “Preciso de um real”, me diz o vivente. Sem pensar alcanço o valor ao sujeito que logo atravessa a ponte. Passaram-se alguns minutos e eis que chega o primeiro barco. O sujeito grita da janela do boteco do outro lado do rio “e ai? já chegou o peixe? quer ver.. já vou aí...” e vem em seguida, quando é informado que o peixe foi pesado e solto. Cobrei a aposta e... não vi mais a sombra do barba russa. O bebum do passo não cumpriu com sua parte na nossa aposta...
Chega a tarde e, sem café e almoço, os barcos chegam. Conseguimos organizar a pesagem bem melhor que a largada e em pouco tempo temos todos os barcos encostados e os peixes pesados. Lançamos a planilha e o resultado veio em seguida ( CLIQUE AQUI PARA ACESSAR OS RESULTADOS DA ETAPA 4) .
Enfim, a parte em terra da prova é muito valorosa e tem que ser respeitada por todos afinal sem ela a brincadeira fica incompleta.
veja fotos da Etapa 4 do XII CGPIA
veja os RESULTADOS DA ETAPA 4

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