PROGRAM PESCANDO - UM RIO GRANDE DE ROBALOS ss
   
 
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ARTIGO

O RIO MAMPITUBA

Em Torres encontramos o Rio Mampituba que na linguagem indígena quer dizer, rio de muitas curvas e é sem dúvida o melhor lugar para pesca do Robalo Peva no Rio Grande do Sul.

Este rio é formado por dois afluentes, o rio Canoa, que também é conhecido pelo nome de Sertão e que possui maiores profundidades e o Rio Monteiro,também conhecido na região como Rio Verde. O Rio Verde é chamado assim pois possui uma grande quantidade de plantas e gramas em sua margem. Seu principal formador é a lagoa do Forno,onde a água é de tonalidade escura e transparente,rio muito produtivo nos meses de verão e outono.

O rio Mampituba possui uma característica de pouca influência de marés, fazendo com que o rio tenha pouca amplitude de água salgada, a não ser nos meses de verão quando existe algum período de estiagem mais prolongado. Na época das secas o nível das águas de suas cabeceiras é mais baixo devido às estiagens, permitindo então que as águas salgadas levem os robalos até suas cabeceiras. Sendo um rio de pouco poder de vazão, somos obrigados a adaptar técnicas mais sutis como, por exemplo: a pesca com pequenos jigs e camarões, técnica que pode ser comparada com a técnica de pesca de black bass, devido ao toque tão sutil do robalo quando coloca a isca na boca, exigindo do pescador maior sensibilidade e concentração.

AS DICAS DA MANHÃ

Ao iniciar a pescaria, gosto de navegar bem lentamente para poder observar as margens que estão pela frente, pois podem denunciar peixes caçando e principalmente o nível onde as águas estiveram durante a noite. Este fator é importante, pois com a prática poderemos ter uma noção se os cardumes se deslocaram mais para baixo ou mais para cima nos pesqueiros. Nesta pescaria vamos iniciar a pesca com iscas de superfície e meia água, enquanto a água corre lentamente antes do primeiro reponte. Para iscas de superfície usaremos a isca Jumping Mullet da Bagley e para meia água usaremos a isca Tambiú da Intergreen.

Ao chegarmos no pesqueiro, o primeiro pincho deve ser certeiro, o mais próximo da galhada. Esperamos a marola que a isca produz acabar para darmos o primeiro toque de ponta de vara, que deve ser seco, mas sem deixar a linha riscar a água, isto pode espantar os peixes, pois estamos pescando com uma isca de superfície do tipo Stick.

Repetimos este movimento até acharmos uma cadência onde o peixe pode aparecer, caso não ataque a isca na primeira vez ou na segunda, o peixe vai fajutar a isca, como dizem os pescadores de robalo, se mostrando para o pescador com um grande rebojo ou com uma grande virada atrás da isca, muitas vezes fazendo uma grande marola, denunciando onde está para tentarmos com outras iscas. Após ter pescado com esta isca de superfície,testamos algumas iscas de meia água, a qual notei grande produtividade na isca

Tambiú da marca intergreen que também pode ser usada como isca de superfície, pois tem uma flutuabilidade semelhante ao stick .Esta isca pode ser trabalhada da mesma forma com toques curtos de ponta de vara .O pescador também deve notar que quando a isca afunda pode tracioná-la com mais alguns toques de ponta de vara para fazer a isca nadar logo abaixo da superfície. Acredito que para pesca com iscas de meia água e superfície poderemos fazer um capitulo a parte, pois temos várias formas de trabalho para uma mesma isca e o objetivo deste texto é tentar mostrar como é amplo um dia de pesca de robalo,sem falarmos de tábuas de maré que podem ser teóricas e práticas, ventos, pressão atmosférica, entre outros fatores que precisamos saber para fazermos uma boa leitura do local de pesca.

A PESCARIA

Passamos alguns minutos pescando neste primeiro pesqueiro onde capturamos alguns robalos de bom tamanho, onde dias atrás, capturei excelentes peixes na casa de 3kg.

Agora tínhamos a primeira dúvida, mudar de pesqueiro ou mudar de técnica? Será que o peixe havia mudado de lugar ou estava manhoso? Será que qualquer pescador teria paciência para parar de pescar robalos com iscas de superfície e mudar totalmente para pesca com iscas de fundo?Acho que não, não é? Pois bem, todo peixe que estava atacando nossas iscas de superfície e meia água vai baixando seu metabolismo quando a água vai parando, o peixe vai afundando gradativamente, ou simplesmente para de comer, pois a água vai correr lentamente lá no fundo até parar e mudar de direção. Estaria acontecendo o primeiro reponte do dia, onde as águas vão perdendo sua força até mudarem de direção. E é nesta hora que os robalos de maior porte gostam de atacar nossas iscas. Esta é a hora de irmos junto com o peixe para o fundo,trabalharmos nossos jig´s e camarões,que naquela ocasião estariam com peso entre três e sete gramas devido a força da vazante.

PREPARANDO OS CAMARÕES

Para pesca com camarão, temos muitos modelos e todos tem uma forma diferente de trabalho e apresentação. Nesta pescaria optei pelo uso de um excelente camarão de marca nacional e que nas últimas pescarias tem capturado boms peixes.

Esta isca pode ser trabalhada com o peso fornecido pelo fabricante e pode também ser colocado um pequeno jig head para mudarmos a forma de trabalho da isca. Em minha opinião, acho o camarão com o peso do fabricante mais produtivo quando estamos pescando em águas rasas e com a maré quase parando e principalmete quando os peixes não estão comendo no fundo.Já quando colocamos o jig head neste camarão, estaremos pescando em águas rápidas e profundas . Outro fator que pode influenciar muito na pesca com este camarão é a força constante da água, que em determinadas épocas e situações faz com que o robalo capture sua presa somente a favor da correnteza. Muitos pescadores tem como regra trabalhar a isca sempre contra a correnteza isto as vezes serve para plugs mas para o camarão nem sempre.No rio mampituba, quando acontece este tipo de situação e o pescador não estiver com o peso da isca certo, não vai sentir o robalo pegar a isca e só vai notar que o robalo estava com a isca na boca quando o líder estiver puído, principalmente quando os robalos forem de bom tamanho. Outra situação muito importante é quando a isca vem sofrendo vários ataquese o pescador não consegue ou não sabe identificar quando é robalo ou não. Muitas vezes o pescador deve ficar atento a um pequeno toque na isca e não menosprezar este pequeno toque, que pode ser o tão sonhado recorde...

Na próxima matéria falaremos do material adequado e em que situação devemos usá-los.

* Cristiano Thiesen é Bicampeão Gaúcho(2005/2006)
e Guia profissional de Pesca de Robalo.

Contatos pelo Cel 51 8446.6754
e-mail: cripth@sinos.net

 

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