ARTIGO
A SUTILEZA DO BASS
Por César Augusto Lemos Fagundes
Desde os primórdios do contato de cada um de nós com iscas artificiais, tentamos reinventar, modificar o que o fabricante projeta, e sermos exitosos em nossas pescarias. Quando não muito vemos especiarias e fórmulas para pegar os "queriiidos", cortamos, pintamos, salgamos, e tantos outros artifícios usamos para nosso fim.
Para análise, relato a seguir, uma pescaria de uns dias atrás:
Estávamos com um dia de sol a pino na sede da Arpia na compania do Tomatis, o Kript e o Varella. E claro que tivemos a presença garantida daquele vento forte e gelado que é peculiar na serra gaúcha neste período e deixa o Bass prostrado, quase em inanição.
Logo começamos nossa pescaria com técnicas diferentes Dow Shot, Waki, Texas, Carolina e até o velho e bom spiner vermelho do Tomatis, tava valendo para pegarmos alguns Basses.
O dia corria e somente alguns poucos tinham dado o ar da graça em nossas iscas pela manhã, ( na minha nenhum, só cheguei ao meio dia), e aí, uma parada para o tradicional churrasco campeiro no galpão.
Durante à tarde, prometemos mudar o curso daquela história e fomos com todo o gás pra cima deles, despejamos as caixas e a coisa continuava feia, somente no finalzinho da tarde chegamos em um pesqueiro que ninguém conhece, (volta da ilhota), e conseguimos pegar mais alguns poucos e perder outros pela ineficiência que, no final de um dia inteiro batendo isca, nos abate. A noite já é presença forte quando se olha o sol se pondo na planície, e vem aquele pensamento sobre o porque um dia de pescaria tem que acabar...
Como não tinha jeito mesmo, decidimos ir ao vento até a rampa em frente ao galpão e nos oportunizarmos a mais alguns pinchos, afinal ninguém e de ferro!
Neste momento, resolvi colocar uma isca que brilhava incandescente ao pôr do sol, tirada do pacote,
na minha montagem de Dow Shot com peso de aproximadamente de 4,85 Gr. Lá fomos nós ao sabor dos ventos bem no canal da barragem, pinchos e mais pinchos até chegarmos na margem e nada de peixe. Barbaridade, como pode virmos a um lugar maravilhoso como este e sair frustrados por não pegarmos mais peixes.
Bom, como diz o ditado era a vês do peixe, não é mesmo!!??
Não, não é verdade.
Quando estava em desarme de meu material em casa, olhei a isca que usei no trajeto até a margem e ela estava completamente detonada toda mordida e arranhada tipo aquelas iscas onde pegamos vários Basses e não trocamos para não gastar uma nova. E olha que não senti uma única batida no percurso.
A lição do mestre se repete: Tico Tico, o bicho ta lá.
Vocês querem saber a isca?
Só se pedirem ajuda aos universitários...Hehehehehehe
Zoom Finesse Green
Abraços a todos
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