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Festa de encerramento XI CGPIA
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Realizado em 1º de dezembro de 2007, o jantar reuniu
associados da Arpia, representantes da mídia especializada
e de outras entidades de pesca esportiva.
ÁLBUNS DOS PESCADORES - BARCELOS 2007
 
 
 
Outros álbuns em breve
AMAZÔNIA - BARCELOS 2007

| A CHEGADA | OS AMIGOS | A PESCARIA
PESCANDO E APRENDENDO NA AMAZÔNIA
por Jonas Silva

Tenho o maior prazer em relatar aos amigos pescadores a minha satisfação e felicidade por ter conseguido encontrar no mundo da pesca pessoas de índole invejável e que compartilham conceitos sobre pesca esportiva e preservação ambiental neste país.
Recentemente, a exemplo do que venho fazendo há alguns anos, fiz nova viagem à Amazônia acompanhado por um grupo de amigos que ano após ano vem se aperfeiçoando na pesca de tucunarés, com resultados cada vez mais satisfatórios mesmo sob condições adversas.
Por exemplo na situação em que ocorrem chuvas fora de época, elevando o nível dos rios, fenômeno chamado de “repiquete”. Neste caso o peixe busca as águas entre a floresta inundada e as margens que costumeiramente teriam barranco aparente ou areia, definindo o final do lago. Neste caso o acesso fica em águas mais profundas o que torna difícil sua captura. Isso ocorreu no ano passado e novamente neste ano mas, como diz o ditado: “temos que fazer do limão uma limonada” e tirar das coisas negativas o máximo de informações possível para o aprendizado e experiência em uma situação futura semelhante. Portanto uma boa memória e muita atenção ajudam muito quando é preciso que nos desdobremos para obter sucesso.
No ano passado perdi grandes peixes por ter usado material incorreto e a indignação é indescritível por ter conseguido trabalhar a isca, levantar o peixe ao ponto do ataque e até a ferrada. Quando o tucunaré “entucha” a isca ou seja, coloca toda a isca na boca, é importante que o material que vai dar sustentação e segurar o peixe esteja muito bem equilibrado.
A união entre linha de multifilamento e shock leader de fluorcarbon deve ser bem feito, com nó apropriado para a qualidade da linha usada, a qual também deve ser de primeira qualidade. Devemos observar sempre se o material adquirido não está velho, mesmo na prateleira das lojas, pois linhas velhas perdem resistência facilmente. O multi é composto por fios trançados e finos, que possuem boa resistência e agüentam bem o atrito com os paus, tão comuns nos rios da Amazônia, mas se tornam extremamente frágeis à serrilha (ver foto ao lado) que faz parte da boca do tucunaré. Comprovadamente o bicho engole a isca quando vem à superfície, por sucção. Neste momento se dá o estouro, quebrando aquele silencio que impera no rio... eleva a adrenalina do pescador... a isca desaparece e o movimento seguinte do peixe é o retorno ao seu local de partida em uma profundidade maior...isso tudo em fração de segundos. Quando gira para o retorno com a isca toda na boca a linha fica em contato com a serrilha do peixe, que corta o multifilamento como se fosse uma navalha. Se o pescador levar sorte e o peixe pegar no ponto da isca e esta se fixar nas garatéias, a linha vai resistir à pressão e a chance de sacar o peixe aumenta.
Neste ano preparei quatro varas: três com linha multifilamento e um shock leader de 1,5m com um nó feito a quatro mãos, trancando o flurcarbon no multifilamento, uma volta para cada lado por quinze vezes e no final o arremate feito com a ponta que será cortada do multifilamento, dando-lhe três nós em laçadas na ponta do flurcarbon juntamente com a linha que vem da carretilha. Corta-se e queima-se as pontas cortadas cuidado para não queimar a linha que fica no nó. Garantindo assim sua resistência.
Neste ano os cuidados foram redobrados e mais uma lição ficou para a próxima pescaria: entre as quatro varas montadas uma delas era de material mais leve entre todo o conjunto vara linha e leader. Num determinado momento talvez uma piranha tenha cortado minha linha e resolvi tirar o leader, atei o multifilamento direto no snap, cometi o erro fatal após embarcar um tucunaré de 7,5 kg e passar algum tempo sem ação nos arremessos seguintes... troquei o equipamento por este mais leve...eu já estava sofrendo com dores fortes no ombro direito provocado por falta de preparo físicoe uma bursite por movimento repetitivo. Trabalhar com a tralha mais leve iria me ajudar... foi então que num arremesso daqueles que parece que o peixe segue a isca no ar e esta caiu no exato lugar que eu queria... então um grande estouro e jogou minha isca mais ou menos um metro longe do ponto do arremesso ...aí pensei “esse não volta mais”. Recolhi o excesso da linha e trabalhei a isca novamente... percebi então que me enganei... o grandão deu outro bote e desta vez certeiro... eu estava com o equipamento leve que acabei de relatar...azar o meu porque para o tucunaré não dá para dar chance, ele não te perdoa para se livrar da linha.. usa de toda sua força e o auxilio dos paus.
Parece história de pescador mas é a mais viva lembrança que trago da pescaria. Me faz pensar em voltar lá em outra oportunidade para me deparar com outro exemplar tão grande quanto aquele que escapou porque o momento do ataque e o tamanho do peixe nesta situação sempre é imprevisível. O equipamento adequado certamente me daria um final feliz: com o peixe no direito de voltar a água e para o mim uma bela foto, além da satisfação de ouvir dos leigos ou ”linguiceiros” dizerem “esse baita peixe era de plástico nééééé !?!!

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